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 | Este ano, realizam-se congressos sobre as ilhas e a república, entre outras acções CEHA prepara congressos, mostras e outras iniciativas
O Centro de Estudos de História do Atlântico movimentará, este ano, iniciativas importantes.
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O Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA), dirigido pelo historiador Alberto Vieira, assinala em 2010 duas décadas e meia de actividade. Conforme a newsletter do Centro, coordenada pelo respectivo director, o que se pretende para este ano é a plena afirmação do espaço e da instituição no panorama cultural e científico insular. Para tal objectivo, concorre a realização de dois eventos especiais: entre 26 e 30 de Julho, decorrerá a evocação deste quarto de século de actividade, com um congresso, o primeiro no seu género, que terá por tema 'As Ilhas do Mundo e o Mundo das Ilhas'. O evento contará com a participação de múltiplos académicos e investigadores de vários países, incluindo a Espanha, o Japão, a Grécia, os EUA, o Brasil ou a Itália, além, naturalmente, de Portugal. Estarão presentes 'representantes' de múltiplas regiões insulares, das ilhas Hawai à Córsega ou à Sardenha, que apresentarão comunicações. Por outro lado, estabeleceram-se para este congresso duas formas de debate, assentes em mesas-redondas com temas específicos, isto para além das comunicações livres, que abordarão temas tão diversos como 'A tecnologia da produção do açúcar no Japão' (por Miyo Arao) ao 'Ilhas Pacíficas: Comunidades Insulares como Sociedades Não Agressivas' (tradução livre do título de Joám Evans Pim, da Universidade do Hawai). Isto, entre muitos outros assuntos que os oradores trarão à apreciação da audiência. Estão previstas também duas conferências, uma de Carlos Martinez Shaw, da UNED (Espanha) sobre 'A multifuncionalidade das ilhas na primeira mundialização' e do australiano Grant McCall 'As ilhas como lugares de memória: actualização do pensamento nissológico'. Os madeirenses e a República Já em Outubro (entre os dias 25 e 29), proceder-se-á à evocação do primeiro centenário da implantação da República, com um seminário sobre o tema 'A República e os Republicanos na Madeira, 1880-1926). Para este acontecimento, foram estabelecidas cinco áreas temáticas, a cada uma das quais foram atribuídos coordenadores. Emanuel Janes e Gabriel Pita, do CEHA, coordenarão a área 'Política e Instituições'; Benedita Câmara, da Universidade da Madeira, terá a seu cargo a 'Economia', enquanto que Filipe dos Santos (CEHA), orientará 'Sociedade e Quotidiano'. 'Cultura, Arte e Património' estará sob a alçada de Luísa Antunes, da Universidade da Madeira, enquanto que Alberto Vieira supervisionará a temática 'História da Ciência e da Técnica'. Finalmente, 'História e Educação' é o tema que será coordenado por Isabel Barca, da Universidade do Minho. A cada tema corresponderá um dia de debate, no qual serão desenvolvidas duas conferências genéricas, seguidas de comunicações de temas específicos da Madeira. As comunicações serão resultado de inscrição livre dos interessados e de proposta apresentada por cada coordenador de área. Contudo, estão já previstas múltiplas participações, de investigadores e académicos madeirenses e não só. Docentes das universidades de Coimbra e de Lisboa, além do ISCTE e outras instituições, inclusive de Tenerife, deverão marcar presença. Entre outras actividades associadas a este seminário sobre a República, prevê-se uma exposição, 'Vapores no Porto do Funchal durante a República', constituída pelas fotografias retiradas do DIÁRIO, publicadas entre 1910 e 1926. Conforme explica o CEHA, a passagem de vapores pela baía do Funchal desenvolveu uma série de actividades mercantis onde se destaca, pela sua originalidade, os chamados bomboteiros. Há um espólio significativo documentando essa 'actividade febril que enxameava o espaço marítimo à volta dos navios'. Na mostra figurarão, além das reportagens do movimento de navios no porto do Funchal, várias dezenas de postais de publicidade da época, aludindo aos navios das companhias que faziam escala no Funchal durante a Primeira República. Serão cedidos por um dos maiores coleccionadores do mundo nesta modalidade, que é madeirense. A organização da mostra é do CEHA, com a colaboração do Clube de Entusiastas de Navios e do Museu Vicentes. A investigação é de José Luís de Sousa. A imprensa republicana Realizar-se-á ainda uma exposição documental sobre a 'Imprensa Republicana na Madeira, 1880-1926', mostrando os principais jornais publicados na época da República e que veicularam os ideais republicanos. A investigação é de Teresa Florença (que foi jornalista no DIÁRIO de Notícias) e de Márcia Vieira, e conta com a participação do Arquivo Regional da Madeira. Emanuel Janes e Gabriel Pita são os responsáveis pela investigação de ainda outra iniciativa do CEHA, intitulada 'Republicanos Madeirenses', e que consiste numa galeria de cidadãos locais que se destacaram na vida política republicana, com intervenção local e nacional. Entre eles, Manuel da Costa Dias, Juvenal de Araújo ou João Câmara Pestana, entre outros. Participa no evento o Museu Vicentes. A música na História da Madeira Também para 2010, o CEHA preparou, em colaboração com o Gabinete Coordenador de Educação Artística (GCEA) um ciclo de conferências de carácter histórico sobre a música na Madeira. 'A Música na História da Madeira' é um projecto que principia já a 8 de Fevereiro, com uma palestra de Paulo Esteireiro sobre 'A Música para Piano na Madeira, 1810-1930). A 29 de Março, o etnomusicólogo Manuel Morais fala sobre 'O Machete Madeirense do Séc. XIX'. Rodolfo Cró, a 31 de Maio, abordará o tema 'Dos Violinos para os Bandolins'. 'A Música Vocal Sacra no Funchal' será o tema de uma conferência a 19 de Julho, por João Rufino da Silva; 'As Sociedades Amadoras na Madeira no Séc. XIX' serão abordadas por rui Magno Pinto, a 27 de Setembro; e, a 13 de Dezembro, 'A Música nos Bailes do Funchal Oitocentista' será abordada por Paulo Esteireiro. Todas as conferências serão acompanhadas de breves apresentações musicais, e integram-se num projecto de cooperação entre o CEHA e o GCEA, com o usufruto do novo auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico. Divulgação do conhecimento Na 'newsletter' do CEHA enfatiza-se também que as novas instalações, inauguradas a 1 de Outubro de 2009, permitem a abertura do CEHA a exposições temáticas temporárias, além do auditório permitir uma actividade permanente de conferências, que acontecerão semanalmente à quarta-feira. As novas instalações oferecem mais valias à população residente, bem como aos visitantes que estejam interessados em conhecer os estudos insulares e de forma especial, aqueles relacionados com a Madeira. Tudo para fazer do CEHA um pólo de animação e divulgação do conhecimento.
Fonte: Luís Rocha _ Diário de Notícias - Online | Foto: Arquivo DN
2010-01-27
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